quinta-feira, 4 de junho de 2009

Indicação de Leitura : Coleção Terapia Infantil


As crianças de hoje são ativas, brincam e têm ao seu alcance inúmeros brinquedos, jogos de computadores e muita tecnologia. Mas, mesmo com todo entretenimento, elas podem se sentir desanimadas e entediadas.Como fazer de um dia chato algo espetacular – Um guia para as crianças enfrentarem o desânimo, nova obra da PAULUS Editora, é uma mensagem para pais, professores e outros adultos interessados em ajudar as crianças quando surgir esse problema.As crianças também se sentem sozinhas e inseguras, isso não é um problema exclusivo dos adultos, a diferença é que elas nem sempre sabem expressar esse sentimento angustiante e por isso, muitas vezes, sofrem em silêncio.O livro é recheado de idéias para incentivar as crianças a se sentirem melhor. Fazer uma lista com atividades legais e depois escolher uma que seja interessante, perguntar as suas curiosidades e traçar novos planos, quando aqueles que foram programados não deram certo, são formas que o autor R. W. Alley encontrou para mostrar o caminho da superação.No capítulo “Sempre há algo para fazer”, o autor dita palavras de ânimo, ajudando a criança a refletir sobre o desânimo e sobre o que pode fazer para melhorar. “Sentir-se entediado significa esperar que alguma coisa aconteça. Não espere! Vá em busca disso e faça algo”, afirma Alley.Como fazer de um dia chato algo espetacular faz parte da coleção Terapia Infantil que contém diversos títulos que colaboram com o desenvolvimento emocional das crianças, como por exemplo, Quando os pais se separam, Respeito é bom e faz bem, Deus é meu amigo, entre outros.R.W. Alley é ilustrador da série Terapia, que no Brasil, publicada pela PAULUS, já vendeu mais de um milhão de exemplares. Agora, está ilustrando também a série Terapia Infantil. Além de ilustrador, ele é autor de livros infantis. Reside em Barrington, Rhode Island, com a esposa e um casal de filhos.

Serviço
Como fazer de um dia chato algo espetacular – Um guia para as criançasenfrentarem o desânimoAutor: R.W. AlleyIlustrações: R.W. Alley
Coleção: Terapia InfantilEditora: PAULUSAcabamento: grampeadoFormato: 20,5 x 20,5- 32 pág- Preço:R$ 14,00Classificação: Infanto-juvenil
A imagem do produto (high resolution) está disponível em http://www.paulus.com.br/imprensa/detalha_divulgacao.php?id=2445
À venda nas principais livrarias do país e no portal http://www.paulus.com.br/
InformaçõesSimone Maximo – (11) 5087-3742 – imprensa@paulus.com.brRicardo Aretini - (11) 5087-3734 - assessor.imprensa@paulus.com.br
Meu comentário : Este é o tipo de notícia que eu adoro publicar. A coleção Terapia Infantil tem como objetivo auxiliar as crianças a lidar com vários temas difíceis. De uma maneira, simples e inteligente, são relatados vários assuntos como medo, perdão, tristeza, morte, religião, amizade e escola. Os livros contam com conselhos e reflexões que ajudam em como os pequenos podem lidar melhor com assuntos delicados do imaginário infantil. Temas esses que muitas vezes rondam as cabecinhas dos pequenos e mães e escola nem imaginam como abordar. Eu recomendo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

SER MÃE


Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'. 'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?' 'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro. 'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .' Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante. Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro. Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe. Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles. Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas. Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos. Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez.Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos. 'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.

Autor:desconhecido